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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 18 de março de 2011

Grécia Antiga

A civilização grega, na qual foram estabelecidas as bases da política e da cultura ocidentais, começou a se formar em torno de 2000 a.c., na Península Balcânica, e entrou em declínio no século II a.c., quando o território foi ocupados pelos romanos. A historia da Grécia Antiga é dividida em quatro períodos: pré-homérico, homérico, arcaico, clássico e helenístico.

Período pré-homérico
(séc.XX-séc.XII a.c.)
A Grécia Antiga começou a tomar forma por volta de 2000 a.c., quando povos indo-europeus saídos das atuais Federação Russa e Turquia se instalaram no sul da Peninsúla Balcânica. Os primeiros foram os aqueu. De suas estreitas relações com os cretenses, habitantes da ilha de Creta, nasceu a cultura micênica (cujo o nome vem da cidade aqueia de Micenas). Nos séculos seguintes, outros indo-europeus chegaram à região: os jônios e eólios. Por volta de 1200 a.c., foi a vez dos dório. Exímios guerreiros, conhecedores do ferro, eles não apenas destruíram boa parte da civilização micênica como fizeram com que muitos habitantes fugissem, dando origem à primeira Diáspora grega.

Período homérico
(séc.XII-séc.VII a.c.)
O período recebe esse nome derivado do poeta Homero, de cuja autoria são as maiores fontes históricas sobre a época: os poemas épicos Ilíada - sobre a guerra de Tróia -  e Odisseia - que descreve as aventuras do héroi Ulisses ( Odisseu - em grego), sobrevivente da guerra. Os refugiados da primeira Diáspora grega fundaram pequenas unidades agrícolas autos suficientes baseadas no coletivismo - os genos, ou comunidades gentílicas. Essas unidades eram compostas de membros de uma mesma família sob a chefia do pater. Mas, por volta do ano 800 a.c., as disputas por terras cultiváveis e o crescimento populacional acabaram com o sistema gentílico. Alguns paters se apropriaram das melhores terras, originando a propriedade privada, e muitas outras famílias se dispersaram para o sul da Itália e para outras regiões, ocasionando a segunda Diáspora grega.

Período Arcaico
(séc.VII-séc.VI a.c.)
Com o surgimento da propriedade privada, alguns grupos ficaram com as melhores terras, outros com as piores; e vários, sem nenhuma. Por essa razão, iniciaram os conflitos entre eles, e, para lidar com as constantes crises, os proprietarios de terra passaram a formar associações, as fratrias. Aos poucos, as fratrias se uniram na formação das tribos, que, por sua vez, se organizaram em demos. Os demos deram origem às cidades-Estado, ou polis - a principal transformação do período arcaico. as duas polis mais importantes da Grécia antiga foram Atenas e Esparta.

Período Clássico
(séc.V-´séc.IV a.c.)
Durante essa fase, a Grécia antiga atingiu o apogeu e, por fim, acabou destruída por guerras. Atenas, com seu novo sistema democrático, desenvolveu-se e expandiu-se pelo mar Egeu. Sua politica hegemônica, no entanto, esbarrou em outra potência da época: a Pérsia. A luta pela supremacia marítima e comercial entre gregos e persas (ou medos), conhecida como Guerras Médicas, teve como estopim o levante das cidades gregas da Ásia Menor em 499 a.c.contra a politica expansionista do imperador Dario, da Persa.
Nesse primeiro confronto, os gregos conseguiram vencer a expedição de 50 mil persas enviada à planície de Maratona. Mas os inimigos não desistiram e, em 486 a.c., voltaram a atacar as polis, que se uniram para vencê-los novamente nas batalhas de Salamina e Platéia. Sabendo que os persas poderiam voltar a atacar, várias cidades se reuniram e, lideradas por Atenas, formaram a Confederação de Delos.
Responsável pela administração, Atenas usou os recursos em beneficio próprio, impulsionando sua indústria e seu comércio. Logo se tornou a cidade mais poderosa da Grécia, com elevado desenvolvimento cultural e ecônomico. O apogeu dessa fase ocorreu entre 461e 431 a.c., quando a polis foi governada por Péricles. Durante o século V (chamado século de Péricles), ele fez reformas para diminuir o desemprego e realizou obras públicas. Nessa época também surgiram grandes artistas, filósofos e dramaturgos. Eram os "anos de ouro" de Atenas.
Todo esse sucesso acirrou a rivalidade entre as cidades e fez com que Esparta lidera-se a Liga do Peloponeso, que empreendeu, em 431 a.c., uma guerra contra a Confederação de Delos, a Guerra do Peloponeso. Com vitória espartana e a devastação de muitas cidades, começou o ultimo período da história da Grécia antiga.

Período Helenistíco
(séc.IV - séc.II a.c.)
Após anos de guerras, acabou o hemogenia ateniense e teve início a de Esparta, que impôs governos oligárquicos em todas as polis da Confederação de Delos. Mas o auge espartano foi breve. Em 371 a.c., a cidade foi derrotada por Tebas, na batalha de Leutras.
As constantes lutas arrasaram as cidades e desorganizaram o mundo grego. Empobrecidas e fracas, as polis foram presas fáceis para o grandioso Exército de Felipe II, rei da Macedônia (região norte da Grécia Continental). Em 338 a.c. teve fim a autonomia das polis gregas.
O filho e sucessor de Felipe, Alexandre o Grande (também conhecido como Alexandre Magno), foi ainda mais longe: conquistou o Império Persa e dominou vastos territórios, do Egito até a Índia. Alexandre assumiu o poder com apenas 20 anos e, apesar de jovem, demonstrou incrível preparo para governar. Com ele, houve grande aceleração do comércio, da urbanização e da mesclagem de valores gregos com os dos povos conquistados. Essa mistura deu origem à cultura helênica.
Em 323 a.c., com a morte de Alexandre, seus generais dividiram o império e passaram a disputar o poder entre si, empreendendo guerras que enfraqueceram os reinos. No século II a.c. a Grécia e a Macedônia foram convertidas em províncias da nova potência mundial: a civilização romana.

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